Foto: Ricardo Botelho/MInfra

A primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), entre Rondonópolis e o terminal da BR-070, em Dom Aquino, ambos em Mato Grosso, com extensão de 162 quilômetros, será feita pela Rumo S.A com financiamento de R$ 2 bilhões provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O apoio ao projeto será feito por meio da subscrição de debêntures. As obras da fase inicial têm previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. No total, a obra proporcionará o escoamento de até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, especialmente soja e milho.

Todo o projeto da FMT prevê a implantação de aproximadamente 743 km, dividido em cinco fases, para interligar os municípios de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com a inclusão de um ramal destinado a Cuiabá. A execução das obras deve gerar 114 mil empregos, nas estimativas da Rumo.

“A FMT é uma das iniciativas mais relevantes na expansão da infraestrutura de transportes e tem como objetivo desenvolver a região mato-grossense e a malha ferroviária para capturar uma parcela expressiva do transporte de grãos de uma das maiores regiões produtoras do país”, diz o BNDES, em nota.

Além disso, a ferrovia ampliará a capacidade de escoamento da produção agroindustrial do estado e deve integrar os modais rodoviário e ferroviário.

De acordo com o banco, o novo terminal próximo a BR-070 terá papel fundamental no processo logístico, funcionando como ponto de concentração das cargas transportadas por rodovia e sua transferência para o modo ferroviário.

“Essa ferrovia representa um avanço significativo para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, com redução de custos logísticos, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e alívio na sobrecarga das rodovias, prioridades do governo do presidente Lula. Além disso, a ferrovia trará impactos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, uma vez que o modal ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Já a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, enfatiza que o investimento na expansão ferroviária com perspectiva de longo prazo é uma forte alavanca de competitividade e sustentabilidade para o agronegócio e para a economia nacional.

“Nossos trilhos têm papel essencial de conectar cadeias produtivas diversas aos mercados internacionais com eficiência, segurança e baixo carbono. Desta forma, contribuímos para o país fazer valer suas vantagens competitivas com protagonismo na arena global”, acrescenta.

Em 2024, o setor ferroviário alcançou marcos expressivos. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o transporte de carga geral atingiu um recorde de 150 milhões de toneladas úteis (TU), superando o maior volume dos últimos 19 anos, registrado em 2023.

No total, incluindo minério de ferro, as ferrovias movimentaram 540 milhões de TU, um crescimento de 1,83% em relação a 2023, que já foi o maior resultado em relação aos seis anos anteriores.

O minério de ferro foi o principal produto transportado, totalizando 390 milhões de TU. Entre as cargas gerais, destacaram-se o crescimento de celulose (alta de 26,4%), açúcar (avanço de 15,8%) e contêineres (aumento de 8,73%).

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